31 de agosto de 2026
Perícia médica do INSS: como se preparar e evitar a negativa do benefício
Documentos, relatórios e postura na avaliação fazem diferença no resultado. Veja como organizar seu caso antes da perícia e o que fazer quando o benefício é cessado.

A perícia decide o benefício
Nos benefícios por incapacidade — auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente e auxílio-acidente — o laudo do perito é o principal elemento da decisão. Uma perícia mal instruída derruba um pedido legítimo.
O que levar
- Relatório médico recente e detalhado, com CID, histórico, tratamento em curso e prognóstico;
- Exames de imagem originais e laudos correspondentes;
- Receitas e comprovantes de uso contínuo de medicação;
- Atestados e afastamentos anteriores;
- Descrição das atividades reais do seu trabalho — o que o corpo precisa fazer no dia a dia.
O relatório médico ideal
Não basta o diagnóstico. O relatório deve explicar por que a doença impede aquele trabalho específico: limitação de carga, de amplitude de movimento, de permanência em pé, de concentração, de exposição a ruído. É essa ponte entre doença e atividade que o perito precisa enxergar.
Durante a avaliação
Responda com objetividade, sem exagerar e sem minimizar. Relate as limitações do dia a dia, inclusive fora do trabalho. Informe todas as doenças, não apenas a principal: a soma de condições pode caracterizar incapacidade mesmo quando cada uma, isolada, não caracterizaria.
Benefício negado ou cessado
Há três caminhos possíveis: pedido de prorrogação (nos 15 dias finais do benefício), pedido de reconsideração e recurso à Junta de Recursos. Quando a via administrativa se esgota, a ação judicial com perícia independente costuma ser o caminho mais eficaz — especialmente em casos de doenças de difícil visualização, como transtornos mentais e dores crônicas.
Perguntas frequentes
Perícia por documentos (sem exame presencial) vale?
Em algumas hipóteses o INSS analisa apenas documentos, o que torna a qualidade dos relatórios ainda mais decisiva.
Doença preexistente impede o benefício?
Não, se houve agravamento após a filiação ao INSS.
Posso trabalhar enquanto recebo?
Não no vínculo que gerou o afastamento; trabalhar durante o benefício pode levar à cessação e à cobrança de valores.
Atendimento em Santa Catarina e no Paraná
Preparamos segurados de todo o Estado de Santa Catarina e do Paraná para a perícia e atuamos em recursos e ações, presencialmente e on-line.
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